quarta-feira, 30 de junho de 2010

Tavres - Um Esboço

História



Em tempos perdidos, que não se sabe quando, apenas que foi pouco antes do Segundo Crepúsculo dos Deuses, Tavres foi fundada. Conta a lenda que um dragão negro imenso voou sobre um reino cujo nome foi esquecido, e tão aterradora era sua presença que todos - camponês, sacerdote e rei - tomados pelo medo morreram com seus corações interrompidos. Anos se passaram com apenas o assovio dos ventos nas pedras e folhas sendo ouvido, nenhuma forma animal caminhou por lá. Até que um bravo cavaleiro de um reino vizinho, voltou de uma cruzada e ouvira falar do vorme que agora habitava o castelo onde outrora seu primo reinou. Armou-se de aço e coragem e partiu para enfrentar a besta. Ninguém sabe o que aconteceu lá dentro, mas o fato é que não houve batalha e ele se tornou o primeiro vassalo de Tavres.

O reino cresceu, fez alianças e se consolidou no seio da Procelária, mas a sua expansão se deu mesmo após o guerra de deuses e homens. Tanto as ordens religiosas quanto os exércitos do Vale das Lanças estavam enfraquecidos, e aproveitando deste momento delicado, aquela que desde então seria chamada de Feiticeira Negra, estendeu seu manto sombrio sobre a terra como uma nuvem gafanhotos numa plantação. A vidas que não se submeteram foram ceifadas e rapidamente os homens estavam subjugados e começavam a cultuar sua nova senhora, sem face alguma além do próprio medo.

Outros povos, cientes da malignitude daquela força, em franca ascensão, enviaram apoio, mas rapidamente tiveram que se ocupar de seus próprios problemas. Em Alestris, Morte, principal divindade élfica e responsável pela benção da eternidade no Reino de Prata, foi expulso pela Feiticeira e pelo Corvo. As cavernas em torno de Dol Khuzdul foram inundadas de draconóides, ainda que a teimosia anã os tenha mantido afastados por mais tempo do que qualquer outro povo, a malícia do inimigo fez tombar os portões por dentro, e a capital dos Barbanegra caiu. O último dos vizinhos de Tavres a tombar.

Tamanha foi a violência destes anos que um mar surgiu - Mar das Lágrimas -, onde a Feiticeira afundou os reinos que não se submeteriam à ela, e a Cordilheira do Ferro, escarpada e traiçoeira como nenhuma outra foi reduzida à meras colinas, exceção Dûmdras, a montanha sagrada que um dia o próprio Dûm Nietör se sentou.

Presente



Atualmente Tavres exerce poder em todo o Vale das Lanças, e divide a Procelária apenas com Adakedajó, reino aliado, à leste e um pequeno território ao sul, com a Nova Rosária, com quem batalhas já faíscam nas fronteiras próximas ao Mar das Lágrimas, apesar de poderio reduzido das forças de Rasputin.

A vida é miserável em cada canto do reino. Os corpos esgotam-se num trabalho sem fim, suficiente apenas para obter o mínimo necessário à sobrevivência, todo o resto é tomado pela coroa. Quem não consegue pagar as taxas, que são cobradas por pessoa, e não pela renda, é levado para campos de trabalho forçado, ou tem seus filhos tomados, dependendo do julgamento do responsável pela cobrança do imposto, que é feita duas vezes ao ano.

Um homem de 20 anos, que viveu toda sua vida em Tavres poderia facilmente ser tomado por um ancião, já que não é concedido descanso nem ao corpo nem ao espírito. Música e outras formas de arte foram há muito banidas do reino, e a grande maioria nem mais concebia algo semelhante, tamanha foi a violência com que ela foi arrancada de seus corações, séculos atrás, e qualquer prática rudimentar das mesmas é rapidamente calada. Após o surgimento dos Heróis da Canção isso tem mudado um pouco, e um formigamento no peito já é sentido por alguns, que o exprimem em discretos batuques na madeira ou ainda, para os mais ousados, assovios dissonantes, quando acreditam que ninguém está ouvindo.

As Forças de Tavres


Soldados de Infantria ('Besouros')



Estes homens encouraçados em aço compõe mais de três terços das forças de Tavres, e podem ser vistos com freqüência em quaisquer partes do reino. Sua armadura completa e escurecida lhe deu a alcunha de 'Besouros'. A mera menção deles incute o medo, pois nunca passam por lugar nenhum sem tomar algo, seja material, seja uma vida.

Círculo do Poder



O exercício de qualquer ofício mágico é proibido no reino, exceto pelos membros do Círculo do Poder, uma ordem criada pela Feiticeira, que instruiu homens nas formas mais sinistras do arcanismo e os usa para vigiar o território em busca de possíveis ameaças. Destacamento de soldados especialmente capacitados são enviados ao menor sinal atividade mágica.

Possuem acesso à uma infinidade de objetos místicos, guardados em cofres nas sua numerosas Torres de Vigília, e uma vasta biblioteca, em Melkar, onde o conhecimento arcano está à disposição do magos e seus aprendizes.

Ordem do Sangue Negro



Tavres adora apenas uma divindade e é a própria Feiticeira Negra. Para guiar seus rebanhos ela conta com os Pastores, dotados do dom da palavra e domínio da retórica. Além destes existe a chamada Ordem do Sangue Negro, um grupo de homens sinistros que empunham aço, morte e magia profana em nome de sua senhora, como fanatismo sem par.

Draconóides



Através de rituais só conhecidos por ela, a Feiticeira Negra é capaz de criar paródias da vida misturando todos os tipo de seres com dragões negros, criando aberrações. O limite destas criações é a própria imaginação da rainha de Tavres.

Estas criaturas são encontradas em todo o reino, se mantém selvagem e distantes de grandes concentrações humanas - como cidades -, mas não é incomum que ataquem caravanas de viagem, o que praticamente impossibilita as viagens de civis. Quando é de sua vontade a Feiticeira comanda estas criatura ou entrega sua obediência à algum general.

Cavaleiros Dragões



Estes guerreiros são escolhidos dentre os melhores soldados alguns para montar jovens dragões negros e serem a vanguarda dos exércitos reais. Envergam pesadas couraças mágicas e têm acesso à um arsenal encantado bem variado, sendo que as armas de haste predominam entre eles. Com suas montarias únicas, eles inspiram seus camaradas ao mesmo tempo que incutem o terror nas filheiras inimigas com baforadas ácidas e eventuais empalamentos.

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